O
ano novo chegou e com ele as possibilidades de aprendizagem em
conjunto. E pensando em incentivar você, jovem, a fazer algo diferente
em 2013, vou falar hoje sobre o voluntariado! O que você acha do
trabalho voluntário? Você participa de algum movimento voluntário?
Conhece alguma instituição na sua cidade que precisa de voluntários?
Como o cristão pode evangelizar através do voluntariado? Para ajudar
você a responder estas questões vamos refletir um pouco sobre este tema.
Estamos
ainda no início do século XXI e muitos estudiosos dizem que este século
será o século do voluntariado. Cada vez mais as pessoas serão
convidadas a doar um pouco do seu tempo para ajudar instituições e
pessoas mais necessitadas. Ao mesmo tempo, ao que parece, estamos cada
vez mais egoístas e fechados em nosso próprio mundinho. Somos chamados a
ajudar, mas, às vezes, nos falta coragem. Entretanto, todos aqueles que
são voluntários dão maravilhosos testemunhos da beleza de ser
voluntário.
O
ato voluntário é profundo e sensível. Estender as mãos ao próximo, ao
semelhante, é um ato que exige algumas atitudes. Em primeiro lugar para o
exercício do voluntariado é preciso ter coragem, ou seja, disposição em
se comprometer, em doar seu tempo ou seu talento. Depois, mas não menos
importante, é preciso ter espírito de generosidade, virtude que também
pode ser entendida como solidariedade, característica de quem se oferece
sem esperar nada em troca. Finalmente, todo voluntário precisa
enfrentar seus próprios medos e fraqueza. E estar diante da própria
fraqueza é admitir que, ao ajudar o outro, o nosso próximo, queremos
também nos sentir melhores e curar nossas próprias feridas. NO fundo
todo voluntariado quer superar suas próprias limitações.
Não
existe um perfil próprio do voluntário. Poderíamos arriscar dizendo que
o voluntário seria toda e qualquer pessoa de boa vontade. Vemos pessoas
de todas as idades, crença, sexo, nacionalidade ou classe social se
engajando ou contribuindo para melhorar a comunidade em que vivem ou
mesmo naquelas comunidades que não estão afetivamente ligadas a ele: o
que move o voluntário é compaixão.
Voluntários
podem trabalhar como treinadores, monitores, educadores, enfermeiros e
médicos. Podemos ser voluntários em situações do dia-a-dia ou em
situações de conflito, guerras civis e desastres naturais. Muito
importante: ninguém precisa ser formado em nada para ser voluntário.
Basta saber doar seu tempo e reservar um pouco de disposição e carinho.
Uma
senhora idosa, por exemplo, que nunca trabalhou fora de casa, mas foi
sempre uma dona de casa, pode muito bem ser voluntária em alguma
instituição de ensino, dando dicas caseiras de temperos e de limpeza ou
simplesmente passando experiências de vida, contando histórias que não
estão em nenhum livro. Um jovem, como você e eu, pode muito bem ser
voluntário em casas de acolhida, em escolas, na igreja do bairro, em
ONGs, enfim, basta ter vontade de ajudar com compromisso. Estes são
apenas alguns exemplos de trabalho voluntário. O que deve prevalecer é o
aspecto de respeito pelo outro e o compromisso com o trabalho assumido:
não é porque o trabalho é voluntário que podemos relaxar! Trabalho
assumido, trabalho cumprido!
Se
você quiser ajudar, certamente encontrará muitos lugares onde seu
trabalho voluntário será útil. Oferecendo seu tempo e seus talentos,
você estará sendo profundamente cristão, pois Jesus mesmo pediu que
ajudássemos os mais necessitados. E cultivar nossos talentos é também
preceito bíblico! E uma última reflexão: existe uma diferença grande
entre voluntários e pessoas que simplesmente doam coisas materiais para
os mais necessitados. Claro que é importante doar bens materiais, mas
doar seu tempo e suas qualidades é uma atitude de compaixão profunda.
Quem vai fazer um trabalho voluntário passa a sentir na pele as
dificuldades que muitas instituições enfrentam e aprendem a ser mais
solícitos com os dramas humanos. Seja voluntário! Há sempre alguém
esperando por você!
Pe. Evaldo César ,C.Ss.R.
Nenhum comentário:
Postar um comentário