segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

COMUNICAÇÃO E RELACIONAMENTOS VIRTUAIS







Não há relacionamentos sem comunicação, ou seja, se não houvesse comunicação entre os homens viveríamos sempre em total solidão e silêncio. Toda e qualquer forma de expressão que gere algum tipo de relacionamento entre pessoas é comunicação. Num primeiro momento pensamos na fala, ou na comunicação verbal. Mas não esqueçamos que gestos, palavras, sinais, desenhos, olhares e até mesmo o silêncio são meios usuais de comunicação e relacionamentos. Vai me dizer que quando você fazia alguma travessura e sua mãe apenas te olhava, já não era possível entender o que ela estava pensando? Ou naquele dia, em que você cruzou seu olhar com aquela linda menina do colégio seu coração não disparou? Está vendo como em tudo existe comunicação!
E em tempos de computadores e internet, outro tipo de comunicação tem revolucionado a esfera dos relacionamentos. Refiro-me a comunicação virtual por meio das redes sociais.  Quando o assunto são relacionamentos amorosos a infinidade de sites é ainda mais relevante. Visitados diariamente por milhares de jovens, estas páginas revolucionam o modo de entender as ligações humanas no século XXI. Se num primeiro momento a rede mundial de computadores trouxe a facilidade dos correios eletrônicos (emails), hoje é ainda mais fácil e instantâneo conversar com quem quer que seja em qualquer lugar do mundo. A possibilidade de relacionamentos é quase ilimitada por meio dos computadores.
Mas se por um lado essas mesmas redes sociais, criam laços de amizade, reforçam a comunicação, de outro, o universo virtual é um mundo ainda desconhecido e perigoso para os mais incautos. Na mesma proporção em que existem bem em estar ligado instantaneamente com as pessoas ao redor do mundo, existem os perigos advindos de pessoas de má-fé, que utilizam destes instrumentos para invadir privacidades, ameaçar a integridade moral dos usuários e praticar crimes e golpes pelos meios eletrônicos. Não é o caso de ser extremamente medroso ou contrário a este tipo de comunicação, mesmo porque não é mais possível voltar atrás nestas conquistas tecnológicas, mas ter critérios e juízo é sempre bom. Não é o caso aqui de expor regras para bom uso destes meios, mas algumas coisas são óbvias: nunca exponha ações do seu cotidiano nem intimidades de sua vida familiar; evita colocar fotos nestes espaços, nunca deixe expostos endereços ou telefones; não confie em primeira mão em pessoas desconhecidas; nunca acredite em tudo o que vê escrito; nunca use imagens de crianças nem exponha individualidades, enfim, numa terra sem regras, como é a internet, é ótimo manter um olho no peixe e outro no gato. Estas orientações são sempre mais necessárias quanto mais jovens são os usuários destes meios, pois entre adolescentes o desejo de exposição é muito maior e atitudes inconsequentes no meio virtual podem interferir no sossego de toda a família. É isso!

                                                                                                        Pe. Evaldo César de Souza


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