Quando se imagina o jovem de hoje, da
geração Y, sempre vejo referências inusitadas e até conflitantes. Dizem
que essa é uma geração perdida no meio de tantas possibilidades que a
realidade atual apresenta e, por isso, é incapaz de se aprofundar em
algum tema. Contudo, talvez por causa de todo o “investimento” que foi
feito, cobra-se da mesma que ela seja um sucesso de competência. Muitos
imaginam que, só por ser da geração Y, o jovem tem que ser
necessariamente um talento. Isso é um engano terrível e só contribui
para atrasar o desenvolvimento e a maturidade dele.
Talento
não é exclusividade de uma geração, muito menos uma capacidade que se
alcança apenas através do acesso à tecnologia, infraestrutura ou
recursos educacionais modernos. Há um fator decisivo para que um talento
se manifeste: um mentor apostar no jovem e auxiliá-lo no
desenvolvimento de seu potencial.
Contudo,
vivemos em um tempo em que os mentores são raros e nem sempre são
conquistados pelos jovens. Na verdade, aqueles que poderiam ser mentores
estão muito ocupados competindo com os próprios jovens por um lugar no
mercado.
Essa realidade é uma distorção do fluxo
ideal para o desenvolvimento de pessoas talentosas, pois quando um jovem
não tem seu potencial identificado, não há apostas em suas capacidades
e, consequentemente, não são apresentados a ele desafios que permitam
desenvolver o próprio talento.
Gosto muito do pensamento de Charles Handy em seu livro The Hungry Spirit quando diz que:
“A sociedade deveria tentar oferecer a
cada jovem um mentor de fora do sistema educacional, alguém que tivesse
grande interesse no desenvolvimento e progresso daquela pessoa na vida”.
Não se encontra mentores no Google e nem
é possível dispensá-los quando quer. Todo conhecimento tácito, que
também é conhecido como experiência, está nas mãos dos mais veteranos.
Para ter acesso a esse conhecimento, é indispensável conquistar um
mentor. Para isso, só há um caminho: SER APRENDIZ.
Entretanto, nos dias atuais, nos quais
os jovens querem ser vistos e reconhecidos como vencedores, não é muito
comum identificar a postura de aprendiz, isto é, estar aberto para o
aprendizado, não apenas ao conhecimento acadêmico, mas também ao velho e
bom “pulo do gato”.
O processo é muito simples. Quando um
mentor identifica um jovem e decide apostar em suas capacidades, ele
direciona recursos e desafios para valorizar os resultados que podem ser
alcançados. Para esse mentor, o jovem é um potencial. E tudo que
decidir em relação ao jovem, terá o objetivo de desenvolver esse
potencial para que se manifeste o talento.
A chave é conquistar um mentor, assim, você terá alguém que te ajudará a desenvolver o seu talento.
Alguém está apostando em você?
Sidnei Oliveira (Especialista em Gerações)

Nenhum comentário:
Postar um comentário