quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

SUA ESTRADA É CONSTRUÍDA A CADA PASSO QUE DÁ !




É bem verdade que agora tudo é mais intenso, mais frenético, mais complexo do que há alguns anos, mas será que isso justifica a ansiedade crônica com a qual desenvolvemos nossos interesses?
 Uma das frases que mais ouço atualmente é: “Eu sou muito ansioso, não aguento esperar”, como que se, ao dizer isso, a pessoa pudesse conquistar um perdão incondicional para a falta de tato na comunicação ou para eventuais falhas decorrentes de atropelos e decisões impensadas. Uma tentativa de estabelecer o rigor científico para essa questão beira a heresia acadêmica, pois tenta estabelecer correlação com o Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) para toda essa ansiedade descontrolada, do tipo que determina que tudo é prioridade, tudo é urgente, tudo é para agora.
 Lamentavelmente, estamos nos esquecendo que tudo tem um ritmo, um tempo para acontecer. Não se pode acelerar as coisas simplesmente porque “não consegue esperar”. Isso é imaturo e certamente atenta com o desrespeito às demais pessoas envolvidas no acontecimento. Vejo exemplos disso toda vez que estou chegando de uma viagem de avião. Nem bem a aeronave pousa, já surgem os primeiros passageiros aflitos se amontoando no corredor com suas bagagens caindo na cabeça dos “menos aflitos”. Esses passageiros agem como crianças imaturas, como se não soubessem que todos irão sair de qualquer jeito, por isso, acabam desrespeitando os demais passageiros.
 Há efeitos muito negativos quando esse comportamento ansioso acontece na carreira do profissional, pois além de reduzir muito as oportunidades de real desenvolvimento através de experiências profundas e sedimentadas, o que acontece é o atropelamento de expectativas com o consequente desenvolvimento superficial. Ou seja, Talento e Ansiedade são inimigos mortais. Totalmente inconciliáveis!
 Isso gera um paradoxo nos dias atuais, pois justamente agora, que temos um real aumento na expectativa de vida e consequentemente da vida profissional, deveríamos desenvolver nossas carreiras de forma mais serena, sem ansiedade, explorando todos os nossos talentos conhecidos e ampliando nossas possibilidades, e não agindo como se fôssemos morrer nos próximos dez anos.
 Você, profissional de hoje, precisa lembrar que nossa vida é construída em etapas e cada uma delas tem sua importância e significado. Excluir ou não explorar qualquer dessas etapas irá trazer resultados diferentes das expectativas que você mesmo estabeleceu para sua trajetória e reduzirá sensivelmente o desenvolvimento de seu talento.
 Lembre-se: sua estrada é construída a cada passo que dá!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

FUI CONTAMINADO POR UM SORRISO




Tentei manter minha atitude séria e controlada, mas foi impossível. Quando me dei conta, estava sorrindo e fazendo caretas. O olhar direto e exclusivo, me mantinha de cabeça abaixada, completamente absorvido pelo sorriso daquela criança.
Honestamente era impossível não retribuir, aliás, parecia que o êxtase era recíproco, pois a cada sorriso que eu esboçava em meu rosto, outro mais intenso recebia de volta.
Depois que me afastei daquele contagiante sorriso, uma sensação de leveza tomou conta de mim. Sentia-me mais descansado, mais motivado., mais criativo. Queria receber mais daqueles momentos.
Ainda tinha um sorriso nos lábios quando encontrei um novo olhar. Desta vez não precisava abaixar a cabeça, pois os olhares estavam mais próximos.
Entreguei o meu melhor sorriso, mas não recebi nada além do que um discreto “sorriso forçado”, como que apenas, agradecendo a indesejada atenção dispensada.
Felizmente o elevador chegou ao meu andar e pude sair do incômodo silêncio retribuindo com um distante e formal “até logo”.
Onde foi que perdemos o caminho da alegria? Como conseguimos esquecer a energia que um sorriso pode transmitir?
É evidente que nem tudo é motivo de alegria, principalmente com esta crise, que insiste em levar pessoas e seus olhares, apenas para os momentos amargos.
Quanto mais insistimos neste caminho, menos sorrisos encontramos, menos criativos e motivados nos sentimos. O cansaço nos domina.
Sempre ouvi dizer que o sorriso “abre portas”. Concordo totalmente!
Será que, no atual momento, não seria uma excelente estratégia, abrir a maior quantidade de portas possíveis?
Talvez tenha surgido um “sorriso forçado”, neste exato momento em seu rosto, fruto de uma pergunta: “Será que é assim tão simples?
Experimente encontrar um olhar e sorrir de verdade.
Se tiver dificuldades em encontrar uma criança sorridente por perto, para que comece a se contaminar, vá ao jardim mais próximo, pegue a flor mais linda e entregue ao primeiro olhar feminino que encontrar.
Acredite! Você encontrará um sorriso contagioso e poderoso.

Espero que você seja contaminado também!

QUE TAL FAZER UM POUCO DE SILÊNCIO?




você já parou para pensar e sentir que estamos vivendo num mundo extremamente barulhento? Apesar de já estar acostumados com o barulho que nos cerca, no fundo sentimos a necessidade de preservar em nossa vida momentos onde tudo está tranqüilo e quieto. Para muitos, a saída é viajar para cidades pequenas, ainda silenciosas. Outros procuram um retiro ou se recolhem em casa mesmo. Tudo em busca de tranqüilidade e silêncio.
A história do ruído acompanha a história humana. Graças à audição, o ser humano percebe os sons do seu ambiente e pode classificá-los em agradáveis e ruídos. Quando temos muito barulho dizemos que existe poluição sonora. É o caso, por exemplo, das grandes cidades, com seus sons de fábricas, buzinas, alto-falantes e outros. A evolução tecnológica aumentou o grau dos ruídos. Somos obrigados a conviver diariamente com ambientes barulhentos, que ferem nossos ouvidos e prejudicam nossa saúde. A correria da casa para o trabalho, o calor e o barulho da cidade causa fadiga excessiva, estresse, cansaço mental, falta de concentração e outros males físicos.
Junto com o barulho externo existe a agitação interna do ser humano. O medo do desemprego, a ansiedade no trabalho, a ânsia de cumprir prazos e horários prejudicam nosso íntimo e nos impedem de relaxar nossa mente. Infelizmente, quando estamos agitados internamente não conseguimos equilibrar corpo e espírito, o que prejudica até mesmo nossa vida espiritual. Para ambos os casos é preciso procurar fazer silêncio. Existe um tipo de silêncio, além do externo, que é pouco explorado e até mais poderoso e eficiente. É o chamado silêncio interno. O silêncio interno é um estado de quietude pessoal, onde paramos para sentir nossos pensamentos e sensações.
O silêncio interno nos possibilita o contato com nosso íntimo e nos leva ao encontro de Deus. Uma forma de aproximar-se do silêncio interno é começar a fazer silêncio externo. O silêncio externo favorece a contemplação, o que ajuda a pessoa a se voltar para si mesma, dando-lhe tranqüilidade e segurança.
Mas não é fácil fazer silêncio. Em primeiro lugar fomos educados para aceitar o barulho excessivo com normal. Em segundo lugar, quando fazemos silêncio somos obrigados a ouvir a voz da nossa consciência mais íntima e enfrentar nossos medos e limites. E não é fácil encarar nosso interior, não é mesmo? E para quem ainda crê que para ficar na história é preciso fazer barulho, é bom lembrar que foi no silêncio que Jesus Cristo realizou grande parte de suas obras e ensinamentos. Quando precisava parar e refletir, ele se recolhia ao deserto e entrava em profunda comunhão com Deus, no silêncio.
Quem sabe não está na hora de você diminuir um pouco o volume do aparelho de som e ouvir o silêncio que está ao seu redor?
Para refletir:
Como você convive com o barulho? Você consegue fazer silêncio no meio do barulho? O que é mais fácil: o silêncio externo ou silenciar o coração? Você trabalha num lugar barulhento? Quais as conseqüências que a poluição sonora traz para a saúde?

Pe. Evaldo César C.Ss.R.

ALGUÉM ESTÁ APOSTANDO EM VOCÊ?



Quando se imagina o jovem de hoje, da geração Y, sempre vejo referências inusitadas e até conflitantes. Dizem que essa é uma geração perdida no meio de tantas possibilidades que a realidade atual apresenta e, por isso, é incapaz de se aprofundar em algum tema. Contudo, talvez por causa de todo o “investimento” que foi feito, cobra-se da mesma que ela seja um sucesso de competência. Muitos imaginam que, só por ser da geração Y, o jovem tem que ser necessariamente um talento. Isso é um engano terrível e só contribui para atrasar o desenvolvimento e a maturidade dele.
 Talento não é exclusividade de uma geração, muito menos uma capacidade que se alcança apenas através do acesso à tecnologia, infraestrutura ou recursos educacionais modernos. Há um fator decisivo para que um talento se manifeste: um mentor apostar no jovem e auxiliá-lo no desenvolvimento de seu potencial.
 Contudo, vivemos em um tempo em que os mentores são raros e nem sempre são conquistados pelos jovens. Na verdade, aqueles que poderiam ser mentores estão muito ocupados competindo com os próprios jovens por um lugar no mercado.
Essa realidade é uma distorção do fluxo ideal para o desenvolvimento de pessoas talentosas, pois quando um jovem não tem seu potencial identificado, não há apostas em suas capacidades e, consequentemente, não são apresentados a ele desafios que permitam desenvolver o próprio talento.
Gosto muito do pensamento de Charles Handy em seu livro The Hungry Spirit quando diz que:
“A sociedade deveria tentar oferecer a cada jovem um mentor de fora do sistema educacional, alguém que tivesse grande interesse no desenvolvimento e progresso daquela pessoa na vida”.
Não se encontra mentores no Google e nem é possível dispensá-los quando quer. Todo conhecimento tácito, que também é conhecido como experiência, está nas mãos dos mais veteranos. Para ter acesso a esse conhecimento, é indispensável conquistar um mentor. Para isso, só há um caminho: SER APRENDIZ.
Entretanto, nos dias atuais, nos quais os jovens querem ser vistos e reconhecidos como vencedores, não é muito comum identificar a postura de aprendiz, isto é, estar aberto para o aprendizado, não apenas ao conhecimento acadêmico, mas também ao velho e bom “pulo do gato”.
O processo é muito simples. Quando um mentor identifica um jovem e decide apostar em suas capacidades, ele direciona recursos e desafios para valorizar os resultados que podem ser alcançados. Para esse mentor, o jovem é um potencial. E tudo que decidir em relação ao jovem, terá o objetivo de desenvolver esse potencial para que se manifeste o talento.
A chave é conquistar um mentor, assim, você terá alguém que te ajudará a desenvolver o seu talento.
 Alguém está apostando em você?

Sidnei Oliveira (Especialista em Gerações)

TRABALHO VOLUNTÁRIO: APRENDENDO A SER MAIS SOLIDÁRIO




O ano novo chegou e com ele as possibilidades de aprendizagem em conjunto. E pensando em incentivar você, jovem, a fazer algo diferente em 2013, vou falar hoje sobre o voluntariado! O que você acha do trabalho voluntário? Você participa de algum movimento voluntário? Conhece alguma instituição na sua cidade que precisa de voluntários? Como o cristão pode evangelizar através do voluntariado? Para ajudar você a responder estas questões vamos refletir um pouco sobre este tema.
Estamos ainda no início do século XXI e muitos estudiosos dizem que este século será o século do voluntariado. Cada vez mais as pessoas serão convidadas a doar um pouco do seu tempo para ajudar instituições e pessoas mais necessitadas. Ao mesmo tempo, ao que parece, estamos cada vez mais egoístas e fechados em nosso próprio mundinho. Somos chamados a ajudar, mas, às vezes, nos falta coragem. Entretanto, todos aqueles que são voluntários dão maravilhosos testemunhos da beleza de ser voluntário.
O ato voluntário é profundo e sensível. Estender as mãos ao próximo, ao semelhante, é um ato que exige algumas atitudes. Em primeiro lugar para o exercício do voluntariado é preciso ter coragem, ou seja, disposição em se comprometer, em doar seu tempo ou seu talento. Depois, mas não menos importante, é preciso ter espírito de generosidade, virtude que também pode ser entendida como solidariedade, característica de quem se oferece sem esperar nada em troca. Finalmente, todo voluntário precisa enfrentar seus próprios medos e fraqueza. E estar diante da própria fraqueza é admitir que, ao ajudar o outro, o nosso próximo, queremos também nos sentir melhores e curar nossas próprias feridas. NO fundo todo voluntariado quer superar suas próprias limitações.
 Não existe um perfil próprio do voluntário. Poderíamos arriscar dizendo que o voluntário seria toda e qualquer pessoa de boa vontade. Vemos pessoas de todas as idades, crença, sexo, nacionalidade ou classe social se engajando ou contribuindo para melhorar a comunidade em que vivem ou mesmo naquelas comunidades que não estão afetivamente ligadas a ele: o que move o voluntário é compaixão.
 Voluntários podem trabalhar como treinadores, monitores, educadores, enfermeiros e médicos. Podemos ser voluntários em situações do dia-a-dia ou em situações de conflito, guerras civis e desastres naturais. Muito importante: ninguém precisa ser formado em nada para ser voluntário. Basta saber doar seu tempo e reservar um pouco de disposição e carinho.
 Uma senhora idosa, por exemplo, que nunca trabalhou fora de casa, mas foi sempre uma dona de casa, pode muito bem ser voluntária em alguma instituição de ensino, dando dicas caseiras de temperos e de limpeza ou simplesmente passando experiências de vida, contando histórias que não estão em nenhum livro. Um jovem, como você e eu, pode muito bem ser voluntário em casas de acolhida, em escolas, na igreja do bairro, em ONGs, enfim, basta ter vontade de ajudar com compromisso. Estes são apenas alguns exemplos de trabalho voluntário. O que deve prevalecer é o aspecto de respeito pelo outro e o compromisso com o trabalho assumido: não é porque o trabalho é voluntário que podemos relaxar! Trabalho assumido, trabalho cumprido!
 Se você quiser ajudar, certamente encontrará muitos lugares onde seu trabalho voluntário será útil. Oferecendo seu tempo e seus talentos, você estará sendo profundamente cristão, pois Jesus mesmo pediu que ajudássemos os mais necessitados. E cultivar nossos talentos é também preceito bíblico! E uma última reflexão: existe uma diferença grande entre voluntários e pessoas que simplesmente doam coisas materiais para os mais necessitados. Claro que é importante doar bens materiais, mas doar seu tempo e suas qualidades é uma atitude de compaixão profunda. Quem vai fazer um trabalho voluntário passa a sentir na pele as dificuldades que muitas instituições enfrentam e aprendem a ser mais solícitos com os dramas humanos. Seja voluntário! Há sempre alguém esperando por você!

Pe. Evaldo César ,C.Ss.R.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

INDIVIDUALIDADE X INDIVIDUALISMO




Em todo começo de ano nos colocamos diante de uma vasta possibilidade de ações, de novas experiências. O início do ano inspira-nos, de certa forma, para a revisão de vida e o recomeço da caminhada. Para o jovem, ano novo significa o sonho de começar seus estudos, a inserção no mercado de trabalho, com o primeiro emprego, a possibilidade de um novo relacionamento amoroso, enfim, sonhos e projetos brotam abundantemente na cabeça e no coração da juventude.
 E quando os jovens pensam nestas coisas lhe vêm à mente uma palavra muito cultuada nos dias de hoje, e que provoca reações inesperadas em todo mundo – competição! Isso mesmo, se há um vocábulo do qual o mundo faz uso contínuo e que rege os relacionamentos pessoais e sociais, esta palavra é competição. E como todo substantivo, este também pode ser causa de grandes mal entendidos. Se por um lado uma sadia competição pode melhorar a pessoa, fazê-la superar seus limites e potencializar suas capacidades, uma competição que prima pela busca incessante do poder ou do domínio sobre o outro pode ser causa de grandes misérias humanas.
Especialmente no caso dos jovens – ainda imaturos no que se refere aos valores fundamentais da vida – um espírito competitivo mal direcionado pode ser razão de outro grande mal do século, a exacerbação do individualismo. E não há pecado mais grave e mais destruidor do que o praga do espírito individualista. Dele nasce todas as enfermidades que destroem o coração humano, inclusive o coração dos jovens!
Aqui há que se fazer uma ressalva: falamos do mal do individualismo e não da riqueza da individualidade. Esta última sempre foi respeitada e ensinada pela tradição bíblica e eclesial. Somos feitos únicos, exclusivos, amados por Deus do jeito que somos. Cada um é somente ele mesmo! Somos indivíduos, reconhecidos em nossas características pessoais. Deus nunca pensa, nem pensará, em fazer seres humanos idênticos, em série, com os mesmos pensamentos e sentimentos.
Obviamente, sendo indivíduos, somos chamados a formar comunidade/sociedade, reconhecendo que na minha individualidade em não consigo realizar todo meu potencial. É o conjunto de indivíduos, com suas particularidades, que juntos formam a sociedade. Quando a sociedade vai mal – e como vai mal ultimamente! – é porque os indivíduos não estão se unindo para se ajudarem mutuamente, mas se juntam somente para satisfazer as próprias necessidades. É aqui que entra o individualismo.
 O individualista vive no grupo, mas só pensa nele. Sente-se o centro do universo, o umbigo do mundo e não quer nem saber se o outro está bem ou está mal, o que ele quer é estar melhor do que todo mundo, seguro no seu mundinho construído em detrimento do fracasso e dor do seu próximo. O individualista acredita que pode viver muito bem isolado, e só procura o outro para satisfazer suas necessidades – afetivas, sexuais, psíquicas, matérias e culturais. O outro, para o individualista, é o não-ser, aquele que existe somente para me ajudar a realizar meus sonhos e projetos. A vida do outro não me interessa, contanto que eu esteja satisfeito no meu modo de viver! O individualista é o epicentro do egoísmo!
O que concluímos? Que é preciso cuidar para não ser seduzido pelos falsos atrativos do individualismo. É preciso aprender a lição do trabalho feito em equipe, da partilha das conquistas, da divisão das tarefas e dos resultados. Enfim, superando a linguagem de um mundo egoísta reencontrar a Palavra de Deus, o amor pelo próximo e a lição de humildade. Isso é ser cristão. Você, jovem, aceita o desafio de seguir o Cristo? Ou prefere acompanhar a esteira do mundo, que nos leva sabe lá para qual destino?

Pe. Evaldo César de Souza

COMUNICAÇÃO E RELACIONAMENTOS VIRTUAIS







Não há relacionamentos sem comunicação, ou seja, se não houvesse comunicação entre os homens viveríamos sempre em total solidão e silêncio. Toda e qualquer forma de expressão que gere algum tipo de relacionamento entre pessoas é comunicação. Num primeiro momento pensamos na fala, ou na comunicação verbal. Mas não esqueçamos que gestos, palavras, sinais, desenhos, olhares e até mesmo o silêncio são meios usuais de comunicação e relacionamentos. Vai me dizer que quando você fazia alguma travessura e sua mãe apenas te olhava, já não era possível entender o que ela estava pensando? Ou naquele dia, em que você cruzou seu olhar com aquela linda menina do colégio seu coração não disparou? Está vendo como em tudo existe comunicação!
E em tempos de computadores e internet, outro tipo de comunicação tem revolucionado a esfera dos relacionamentos. Refiro-me a comunicação virtual por meio das redes sociais.  Quando o assunto são relacionamentos amorosos a infinidade de sites é ainda mais relevante. Visitados diariamente por milhares de jovens, estas páginas revolucionam o modo de entender as ligações humanas no século XXI. Se num primeiro momento a rede mundial de computadores trouxe a facilidade dos correios eletrônicos (emails), hoje é ainda mais fácil e instantâneo conversar com quem quer que seja em qualquer lugar do mundo. A possibilidade de relacionamentos é quase ilimitada por meio dos computadores.
Mas se por um lado essas mesmas redes sociais, criam laços de amizade, reforçam a comunicação, de outro, o universo virtual é um mundo ainda desconhecido e perigoso para os mais incautos. Na mesma proporção em que existem bem em estar ligado instantaneamente com as pessoas ao redor do mundo, existem os perigos advindos de pessoas de má-fé, que utilizam destes instrumentos para invadir privacidades, ameaçar a integridade moral dos usuários e praticar crimes e golpes pelos meios eletrônicos. Não é o caso de ser extremamente medroso ou contrário a este tipo de comunicação, mesmo porque não é mais possível voltar atrás nestas conquistas tecnológicas, mas ter critérios e juízo é sempre bom. Não é o caso aqui de expor regras para bom uso destes meios, mas algumas coisas são óbvias: nunca exponha ações do seu cotidiano nem intimidades de sua vida familiar; evita colocar fotos nestes espaços, nunca deixe expostos endereços ou telefones; não confie em primeira mão em pessoas desconhecidas; nunca acredite em tudo o que vê escrito; nunca use imagens de crianças nem exponha individualidades, enfim, numa terra sem regras, como é a internet, é ótimo manter um olho no peixe e outro no gato. Estas orientações são sempre mais necessárias quanto mais jovens são os usuários destes meios, pois entre adolescentes o desejo de exposição é muito maior e atitudes inconsequentes no meio virtual podem interferir no sossego de toda a família. É isso!

                                                                                                        Pe. Evaldo César de Souza